domingo, 6 de janeiro de 2013

Postado por R. às 04:15 0 comentários

Foi como um sonho. Em meio de tantas pessoas, tantos olhares, você apareceu. Me lembro como se fosse hoje, seu sorriso era o mais lindo de todos, e eu segurei em tua mão. Na verdade queria te levar comigo pra sempre. Queria que você fosse "eterno". Mas você sumiu, do mesmo jeito que apareceu, no meio de todas aquelas pessoas, e de novo, eu estava cercada de olhares que não eram mais os seus. E segui em frente porque é assim que se faz não é?
Mas quase que por milagre, dias depois eu vi que aqueles olhares ainda se lembravam de mim. E eu fiquei feliz, e na expectativa, mas também como sempre fiquei na defensiva, sempre achando que podia não ser o que eu pensava e acabar me machucando. Mas, aquele sorriso quebrava qualquer barreira que pudesse existir. Então, mais uma vez nossos olhares se encontraram, nossos sorrisos, e nossos lábios.
Caía água do céu, talvez era pra embalar tudo aquilo e tornar mais mágico. Talvez o céu estivesse em festa assim como o coração. E mais uma vez segurei em tua mão, era como se me sentisse segura, e mais uma vez queria te levar comigo pro resto da vida. 
Nossos olhares, sorrisos, lábios e pele se encontravam durante horas. E a noite ia caindo  cada vez mais tarde. E o tempo ia terminando, o dia querendo surgir, e a gente se despedindo. Talvez era hora de me despedir daquele olhar e daquele sorriso. Talvez era hora de me despedir do "eterno". Era o momento em que  íamos seguir em frente né? E seguimos, porque quando se encontra pessoas eternas a gente sabe. Porque elas vão ser importantes pra sempre. Mesmo que "eternas" por um instante. Hoje a vida segue. Por mais que eu quisesse que o "eterno" durasse mais. Hoje, sei que segurar na mão existe um significado muito maior, tem gente que acredita em troca de energia, mas eu acredito em "eterno". Só se conhece, quando as mãos se cruzam. E hoje as mãos do "eterno" se cruza com as mãos de sua "eterna". Talvez consigam ser "eternos" pra vida toda.
 

Raros Devaneios Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos