domingo, 21 de outubro de 2012

Postado por R. às 13:02
Talvez eu esteja me perdendo em tantos sentimentos. Talvez eu precise cultivar mais as coisas boas. Largar o baixo astral, o mal humor e ódio que ultimamente têm sido presentes em minha vida. Não que eu esteja sendo mal educada com os outros, aliás tenho escondido tudo, tão bem direitinho. Alguns até descobrem, mas quase ninguém percebe que o sorriso no meu rosto nem sempre é verdadeiro.

Suponho que precise fazer uma faxina. Sim, uma URGENTE faxina aqui dentro, daquelas que você levanta tudo e joga bastante água que é pra levar tudo que é sujeira. Passar um paninho básico em tudo que é cantinho, esfregar, esfregar, esfregar... até que tudo fique tinindo. Daquelas que você olha e vê tudo brilhando?! Sabe como é?? Bom, eu não sei. Porque por muitas vezes eu tentei, achei que estava fazendo e quando vi tinha um monte de coisa pra trás que ficou... E eu me perguntei por muitas vezes porque não foi? Era pra ter ido junto com tudo aquilo! Era pra ter ido pra sempre, era pra ter ficado limpinho. Até que percebi que elas não iriam. Eram "sujeirinhas" que ficam manchadas pra sempre. E aí a gente se acostuma e se acomoda com aquilo. Você olha, vê que não tá certo, mas daí você se apega, deixa como está, ou se adia pra não ter que gastar horas, dias, meses ou talvez anos pra removê-la completamente. Talvez seja mais cômodo deixar como está, gasta menos esforço.

E nesse momento me sinto assim, acomodada com tudo. Com os meus afazeres, meus direitos e meus sentimentos. Me sinto quase que mecânica. Sorrio pra quem sorri pra mim, faço o que me mandarem, se tiver que ser legal eu sou e nem questiono nada. Ultimamente devo ser uma pessoa "fácil" de lidar. Já que pra mim as coisas não têm importado muito, abaixo a cabeça e faço o que querem que eu faça, amo quem me ama sem cultivar pra não perder, converso com as mesmas pessoas, e já faz um tempo que meus amigos continuam os mesmos, não mudou nadinha de um ano pra cá.

Mas, depois de tantas noites pensando nisso, de todas as vezes que ouvia minhas músicas preferidas, que descobri que nem tão preferidas eram assim. O comodismo se juntou com o modismo e percebi que naquele momento eu estava sendo uma coisa que eu não era, estava ouvindo palavras sem sentido, estava sendo o que os outros queriam que eu fosse. E aí ??? Continuei assim esperando que as coisas se ajeitem e que meu dia seja a mesma rotina de sempre, que minha vida seja assim, quase que automática, fazendo as mesmas coisas de sempre. Porque assim não cansa, não machuca e não magoa.

Bom, mas como todo mundo chega nessa época e começa a fazer "plano verão" eu resolvi fazer "plano futuro". Prometi que vou fazer tudo diferente. Vou cultivar as amizades que eu já tenho, e semear mais, pra colher mais amizades; vou ouvir o que eu quero e o que faz sentido pra mim e não pros outros; vou amar quem eu quero e quem me ama, é claro; vou sorrir pra quem me der vontade, mesmo que não sorria pra mim; vou chorar quando eu quiser, porque se eu chorar ninguém vai poder fazer nada pra reverter só eu mesma; vou falar só um pouco mais sobre o que se passa; vou acertar as arestas que ficaram pendidas e principalmente; vou limpar tudo que é mancha, sujeira, mofo, cupim... qualquer coisa que esteja errado. 

Enfim, é lindo no papel, difícil é cumprir com todas essas exigências minhas. Mas como eu disse é algo futuro. E começando hoje vou sorrir mais, mas não sorrir por sorrir, sorrir com vontade de ser feliz.

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